É que hoje eu joguei tanta coisa fora. Se eu vi o meu passado? Vi. É recente, é curto - só tenho 18 -, mas passado. Cartas - não achei as cartas. Onde estarão? -, fotografias. Gente que foi embora também. Não sei se a casa fica bem melhor assim. Se o quarto fica bem melhor assim, muito menos se a vida ficará. Os orientais pregam que sim, que quanto menos entulho tivermos ao redor, melhor a energia flui, melhor a vida flui. Melhor acreditar que sim.
Joguei muita coisa fora. Umas agendas, diários - guardei só 3, os mais ingênuos, menos angustiantes -, e muitos, muitos papéis. A triagem foi feita em umas duas etapas, a maioria das coisas se salvava do lixo na primeira, mas não na segunda. Acho que na segunda tava querendo me livrar mais do passado. Pensei nisso, fazer de conta que nunca existiram um montão de coisas. Lendo umas coisas, tive dificuldade pra lembrar de nomes, fisionomias. Estranho. E tantos papéis. Pra que tanto?
Acontece que de memórias a gente não se livra, e mesmo quando chega a esquecer, é por um caminho menos simples que uma faxina.
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