quarta-feira, 29 de setembro de 2010

a questão

num tô digna e equilíbrio aqui, se é que um dia houve, saiu pra comprar cigarro.
tenho mesmo é vontade de chorar, de dar pelo menos 5 telefonemas vitais, de sentar numa mesa de bar com pessoas fantásticas com as quais nunca brindei. e por mais que a minha situação atual seja confortável e eu cumpra com razoável competência o papel de mini-adulta responsável e equilibrada um lado diz que não, que existem coisas além e que enlouquecer é preciso - enlouquecer não pela dor, pelo sentimento de impotência e total desorientação no mundo, como eu já conheci, mas pelas coisas boas. pelos amores de um dia e pequenas aventuras dos quais eu me furtei durante tanto tempo.
são 20 anos e eu não quero mais vida não-vivida, mas também não quero correr tanto risco. tem como?

4 comentários:

Daniela Yoko Taminato disse...

Uma vida sem riscos é uma vida não-vivida. Assuma os riscos! O máximo que pode acontecer é vc perder - aprender - e tentar de novo (com uma bagagem extra de conhecimento) ;)

Flávia Simas disse...

Mesmo que vc decida seguir o caminho mais fácil, estará correndo um risco. Risco de se arrepender depois, de olhar para trás e pensar putz, eu devia ter tentado. Então, se tudo é risco, pq não arriscar algo que vc queira realmente? O problema é quando a gente não sabe exatamente o que quer da vida, comémeucasoaqui =/

Carina Carvalho disse...

eu absolutamente sinto isso de vida não vivida. ou pelo menos não tão bem vivida quanto poderia ter sido. =/

Tatiana disse...

Tem não, comadre. Ou a gente se atira no abismo que é esse mundo insano ou fica na janela olhando a vida passar.