Domingo à tarde, prova de ótica no dia seguinte, TCC na semana seguinte... eu não deveria estar lá, mas estava. No sofá. Grande, confortável. Acompanhado, é claro, dela, da televisão. Grande, colorida, e confortável, uma vez que dispunha de um controle remoto, com o qual eu a dominava, passando de canal em canal com o meu traseiro muito bem assentado no estofado macio.
Páro na Mtv, e logo após o "Mtv debate", começa o "Ya! Dog", e como eu sou uma inútil comecei a assistir, e com alguma curiosidade, depois de descobrir o tema: "como bombar na internet". Os convidados do dia eram uma fotologger "bombada" e os autores do tão aclamado vídeo das "árveres somo nozes". Pedindo a opinião dos convidados e usando como exemplo vários fotologs, vídeos no youtube, bandas, profiles do orkut e adjacências que "bombam", fez-se logo uma lista de dicas pra como entrar bem nessa e virar pop. Entre elas: ser divertido, ter um nome marcante, ter atitude, freqüentar baladeenhas pra fazer social fora do mundo virtual (porque isso também é importante) e etecétera. Interessante, embora seja uma contradição. Porque afirmou-se várias vezes, no programa, quer, muitas vezes, isso acontece espontaneamente. Foi assim com o "árveres somo nozes" ou o "Tapa na Pantera". Os caras fazem a coisa muito despretensiosamente e puf!, estouram. Logo, tentar fabricar esse sucesso é... furada. Mas... vai entender. O programa deve ter tido uma demanda (resquícios das aulas de marketing!), naturalmente. Porque é importante ser fodão na internet. É importante ter 6434668 amigos, ser xxx% sexy, amado, odiado (falem mal, mas falem de mim?), comentado e bababá. E pra ajudar nessa empreitada existe a Mtv! Aí eu podia terminar escrevendo "tão vendo só, que absurdo? Siim, todos uns superficiais, deviam desligar o pc e ir ler um livro!", e tudo ficaria muito legal, mas... e eu?
Desde 2005 que eu cuido do meu profile no orkut. Editando tudo pra ficar bonitinho, participando de "comunidades de efeito" pra parecer cool, fazendo toda a manutenção de negócio só pra ser bacana, ou parecer bacana. Eu faço parte desse sistema. Não que eu dia eu tenha almejado bombar, mas já que o objetivo dessa coisa toda é fazer uma socialzinha, façamos direito. As aulas de marketing não foram vãs.
Depois desse pequeno exercício de auto-inclusão no sistema nojento, volto a jogar todos nós na mesma coisa. Parecer para aparecer, eis a grande lei cibernética. E continuamos assim.
domingo, 17 de junho de 2007
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