É. Depois de passar semanas fazendo trabalhos sem parar, correndo atrás de tcc e etc, acabou. Acabou faz tempo, é verdade. Mas eu passei todo esse tempo num estado semi-vegetativo. Acho que depois de toda a hiperatividade da semana do dia 18 de junho, eu precisava ir ao outro extremo. Ou seja: acordar, me jogar no sofá, zapear a esmo pelos canais atrás de algo interessante e redescobrir os prazeres do ócio. E, claro, fazer um balanço do último um ano e meio no qual eu sacrifiquei a minha qualidade de vida em prol de um diploma de "técnico em turismo".
Aqueles velhos questionamentos do quanto eu aprendi, até onde valeu apena e, sim, se eu vou ou não sentir saudades - e acredito que sim. Porque por mais que eu tenha abdicado de muitas coisas, como um almoço decente e a boa e velha sonequinha da tarde, tinha o seu lado positivo. Era o legal de estudar só as matérias que você gosta (até certo ponto, mas pelo menos era zero exatas), de ver os tipos estranhos no trem, de passar no bolachão antes da aula ou no intervalo pra comprar qualquer coisa pouco nutritiva, passear pelo Bom Retiro, comer pastel de beijinho na gostosa, ler jornal pra matar o tempo e, principalmente, conhecer pessoas. Essa vida de técnico me proporcionou sair um pouquinho do meu feudo de ABC e conhecer pessoas realmente diferentes. E quer coisa mais válida nesse mundão de meu Deus do que a vivência humana?
Penso nisso tudo ao pensar que esse segundo semestre vai ser difícil e perceber que eu poderei notar, daqui a uns meses, que aquela vida da qual eu tanto queria me ver livre era fichinha. Assim como eu penso hoje da minha vida de primeiro ano. É. Evoluir pode ser um saco - ou não. Bah, isso fica pra depois.
p.s: essa coisa continua toscamente intimista. Só porque hoje eu pensei que pessoas que só olham pro próprio umbigo são lamentáveis. Talvez fosse bom eu ficar quieta, então.
domingo, 15 de julho de 2007
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