Hoje - me informam o calendário, o celular, o computador, o jornal, a agenda - é 7 de dezembro de 2007, 6ª feira. Pertencendo a 2007, é um dia confuso. Mas se não fosse de 2007, não seria confuso. Afinal, é dezembro, é início de férias, é tempo de fazer listas e planos. E era assim.
Em 7 de dezembro de 2006, chegava ao fim o segundo ano. E o segundo módulo do técnico. Eu tava tranquila porque não tinha pego (não dessa vez!!) nenhuma PP, e porque as minhas viagens tinham sido (quase) todas satisfatórias. Livre de trabalhos e da minha rotina-rolo-compressor. Tinha esperanças de ter férias legais.
Em 7 de dezembro de 2005, era fim do primeiro ano. Eu saía do posto de bichete e me angustiava com o resultado do vestibulinho pro técnico. Festejava certas amizades e almejava férias na praia ou no sossego da chácara, numa rede ouvindo o cri-cri dos grilos.
Em 7 de dezembro de 2005, eu dava graças a Deus por ir embora da oitava série. Eu detestava a minha escola, detestava oitenta por cento das pessoas de lá e deseja de todo o coração ir pra ETE. Provavelmente, eu deseja férias que não se limitassem a sofá-tv-computador-cama.
E hoje? Confuso. Eu saio do meu posto de veterana, do meu posto de "estudante do ensino médio". Daqui a uma semana saberei mais sobre o meu futuro próximo. Choro nas despedidas, chego em casa, sento e penso na minha vida de sem faculdade. No emprego que eu vou procurar, nos 18 anos que se aproximam (não, eu não estou ansiosa por isso. Não desejo cheia de tesão a idade adulta), na perplexidade do futuro incerto. vontade dormir. Me acordem em 2 de janeiro de 2008. Aí eu imprimo meu currículo, ponho salto, abro o portão e.
è... o meu super ego diz: isso é piegas. Coisa de adolente que não conhece nada além do seu umbigo. E ainda quer ser jornalista! Acorda, minha filha!
e o meu id diz: super, vai se ferrar.
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