Andei pensando em coisas que realmente não fazem sentido, quer dizer, não têm nenhum argumento lógico que sustente a sua existência; ou seja, só existe por causa do mau gosto - ou desespero - de quem as faz. Exemplos:
Roupa camuflada: Pois é. A não ser que a pessoa esteja servindo o Exército ou seja das Farc ou queira se camuflar na selva, não há porque usar roupa camuflada. Não tem motivo. Aquele colorido estéril e sem graça deixa a pessoa parecendo um arbusto. Isso é coisa de soldado frustrado, só pode ser - "queria ser do Exército mas só tenho um metro e meio e sou míope".
Carro com música de balada: Você tá andando na rua, em plena luz do dia, e passa um carro tocanto - no volume máximo, claro! - música de balada, um putz putz. Não sei se é normal, mas quando eu ouço uma música dançante, pelo menos uma parte do meu corpo começa a se mexer quase que involuntariamente. Como pode? A pessoa dirigindo querer ficar agitada? Naquele espaço mínimo? Sem falar que isso compõe uma cena bizarramente paradoxal. Aquela música... e a avenida paraaada. Tem gente que ouve música de meditação, futebol, noticiário e todas essas coisas são mais adequadas que putz-putz. Balada individual no trânsito? Coisa de baladeiro frustrado, obsessivo. Não aguenta chegar o sábado pra se jogar, não?
Óculos escuros na parte de trás da cabeça: Isso realmente me causa muita ojeriza. Porque eles, os óculos, nunca vêm sozinhos. Aquilo é só um detalhe no espetáculo - cômico? trágico? - que é a imagem de um ser que os usa. Topetinho descolorido com gel, bigodinho - buço-, colar de semente - ou de prata-, o sonho de ter um chevete "envenenado". Isso não faz sentido. Não sei qual o tipo de frustração que uma pessoa assim tem pra ser desse jeito. Rejeição materna, vazio existencial, não sei.
E essa análise vagabunda é provavelmente um jeito de projetar as coisas que eu faço e que também não tem nenhum sentido...
terça-feira, 5 de agosto de 2008
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5 comentários:
hauahuahuahuahuahauhau...
Adorei!!!
Na verdade, eu não ligo muito para roupa camuflada! Até que agora vendem umas jaquetas femininas lindas... XD Mas aquelas calças e camisetas-mamãe-quero-ser-gay são uó! Afff...
Quanto ao óculos na nuca e ao cheveteira - como meu irmão se refere ¬¬, sim, realmente são horríveis. Pra que usar a porcaria do óculos na nuca? Totalmente sem sentido!
Carro com som de balada - só uma coisa para perguntar: eles, os motoristas, não ficam surdos não?
Mas, sabe, Laura, pior seria uma mistura deles. Até imagino o cidadão, com topetinho descolorido, colar de prata-comprei-na-feira-do-rolo, óculos pirata na nuca, camiseta-mamãe-quero-ser-gay camuflada, descendo da sua cheveteira dançando algum remix da moda. Ele te olha e diz: E aí, pirigueti, tá a fim de dar um rolê?
ahuahuahuahua...
Laura, você é barbara!
inner: não, não, ela é laura! XD
Como é que um blog bom desses fica sem divulgação por séculos???!!
ótimos textos!
Depois comento um a um. Atrasada pra Cásper e ontem estava "traumatizada" demais com meu "quase acidente" pra comentar.
Confima mais em: pertodemais.blog.terra.com.br xD
cara, muito bom, hahaha, Óculos escuros na parte de trás da cabeça realmente são muito coisa muito over. hahaha...
adorei o blog!
Pq o trauma com as roupas camufladas?!EStilo Laura,estilo!
Prezado anônimo,
estilo, principalmente os de mau-gosto, são totalmente passíveis de críticas e lamentos.
Grata.
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