domingo, 15 de julho de 2012

sherlock cutucou você

Uma das piores coisas da internet é a forma como ela nos dá margem pra pensar que temos algo a ver com coisas com as quais absolutamente não temos nada a ver.

Faz mais de meia década - desde o nascimento das redes sociais - que perdemos horas e minutos esquadrinhando perfis alheios, decantando informações, nos debruçando sobre hipóteses, especulando, opinando, nos magoando e cobrando algum tipo de reciprocidade de pessoas com as quais achamos que temos algum vínculo porque temos acesso a parte de suas vidas.

Daí vivemos a caçar informações desagradáveis, esperando sempre o pior. Acho que o mais prudente é encarar essas incursões na vida alheia de forma pragmática, pensando: "se tal coisa desagradável for mesmo verdade, eu posso fazer algo a respeito?". Se não, a atividade é mesmo total perda de tempo e masoquismo. O ditado sobre o coração não sentir o que os olhos não vêem parece certo. E também não se deve deixar a cabeça, na falta de informações captadas pelos olhos, se dar ao trabalho de imaginar. Por um coração mais tranquilo.

E uma vida mais decente, com mais desse auto-amor que falam, né.

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